Dica de livro e convite a reflexão na quarentena – vivendo sem empregada

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Dica de livro para a quarentena.
“Vivendo sem empregada” – livro de Helena Alkhas que li há quase dois anos.

Longe de ser um guia ou manual de cuidados com a casa, esse livro é um convite a refletirmos sobre nosso estilo de vida.

Nele Helena expõe de forma simples, e através da própria experiência de vida, que é possível viver sem terceirizar os cuidados da casa. E ainda sem abrir mão da carreira profissional, ou virar a mulher maravilha.
E ressalta que para isso é preciso simplificar o modo de viver, ter a casa organizada, implementar uma rotina doméstica que seja prática, e envolver toda a família nos cuidados com a casa.

Assim como muitas família já vivem mundo afora, especialmente em países mais desenvolvidos onde não existe esse tipo de mão de obra.

Nesse momento de isolamento social muitas famílias dispensaram as funcionárias domésticas e assumiram temporariamente os cuidados com a própria casa.

Na época que li esse livro tive muitos insights. Grifei várias frases, e parágrafos inteiros que me impactaram.

A seguir algumas passagens do livro que selecionei para reflexão:

“As soluções existem, e é preciso dar uma oportunidade a elas. Por termos tão enraizado o hábito de terceirizar as tarefas domésticas, a mudança frequentemente é difícil, mas não há por que fechar os olhos para essa nova proposta”

“Não há nada como viver sem empregada para aprender a ser prático”

“Precisamos mudar o olhar que temos sobre as tarefas domésticas, que são fundamentais para o nosso bem estar, e preparar nossos filhos para tal. Valorizar e aprender a fazer as coisas simples e essenciais da vida é uma atitude positiva cujos resultados vão valer para sempre”

“A forma como fazemos nossas tarefas é o que faz a diferença. Quando as encaramos como algo que temos de fazer porque é importante para o nosso bem estar, e não como uma obrigação que nos é imposta, tudo muda”

“O fato é que nós, brasileiros, terceirizamos as funções que sustentam a nossa vida”

“É comum mulheres utilizarem com frequência o termo ajuda para nominar o que seus parceiros e filhos fazem de trabalhos domésticos. Esquecem-se de que quem vive numa casa não é um hóspede, é o dono da casa”

“Com a mente aberta e disposição para o novo, descobre-se que tomar as rédeas da própria casa pode ser uma experiência libertadora”

“Quando optamos por ser responsáveis por nós mesmos, ganhamos independência e autossuficiência se vivemos sozinhos. Se vivemos em família, incentivamos a união, a cooperação e a solidariedade”

“Essa mudança de perspectiva é fundamental para que todas as pessoas da casa se apropriem do espaço em que vivem e percebam que sua participação é uma necessidade, e não um favor. Uma família é um time”

Meu objetivo com esse post não é convencer pessoas a viverem sem empregada. E sim um convite à reflexão.

Reflexão inclusive no que se refere à remuneração dessa profissional. Pois em muitas residências essas funcionárias são responsáveis não só pela limpeza da casa e cuidados com as roupas. Mas também por cozinhar, cuidar de crianças e até de animais de estimação.

Ou seja, em alguns casos são responsáveis por todo o trabalho da casa.

Um convite também para refletirmos sobre como estamos vivendo essa experiência de estar tempo integral -ou o maior tempo possível- em casa e sem empregada.

Pense sobre os seguintes pontos:

✔️O quanto você tem sido colaborativo

✔️O quanto você está comprometido com o bem estar de todos dentro de casa

✔️Se você mora sozinho, como tem sido dar conta de tudo sem ajuda

✔️Alguma das frases que selecionei te impactou

Pense, avalie, faça as mudanças que julgar necessárias e fique em casa o máximo que puder.
Isso vai passar!

Posted By

Luciana Silveira

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